Esta é uma questão necessária pela sua influência no dia-a-dia de todos. Sejam jovens no rendimento escolar, sejam adultos no local de trabalho.

Com a vulgarização dos termos QI – quociente de inteligência – e  Inteligência Emocional,  estes perderam progressivamente o seu rigor científico e a sua utilidade de esclarecer a forma como o nosso pensamento funciona, em termos psicológicos.

Qual, então, a relação entre inteligência e emoção?
Em termos fisiológicos, António Damásio clarificou uma importante distinção entre sentimentos e emoções: no contacto do sujeito com o mundo, primeiro há uma sensação e só depois uma emoção. Por exemplo, quando se queima o dedo numa chama, primeiro há a sensação física de dor e só depois a emoção de sofrimento. A emoção é um elemento mental abstracto, posterior a uma reacção fisiológica.

Em termos mais abrangentes, na relação do indivíduo com a vida, a partir do momento em que nasce, torna-se necessário compreender uma enorme quantidade de estímulos provocadas pelo mundo que o rodeia, seja por parte de pessoas ou de outros elementos.

É devido a esta necessidade de compreender a forma como essas questões afectam o nosso íntimo que se desenvolve o pensamento.

Quando a carga emocional se torna demasiada para o indivíduo a tolerar, a capacidade de perceber os sentimentos torna-se afectada e, consequentemente, o processamento cognitivo (QI) também é minado.

Primeiro surge a necessidade de nos compreendermos (pensamento emocional) e só depois de compreender as demais coisas (pensamento cognitivo).


* Artigo Cordialmente Publicado No Portal iSabe @ Jornal I

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